domingo, 20 de julho de 2025

ARTE...

 

Apenas arte…

A partir do momento que os Ready-Made de Duchamp, são legitimados pela História, daí em diante toda a Arte em geral reina; isto quer dizer que nem tudo é Arte, mas qualquer coisa é suscetível de vir a sê-lo.

A constante da Arte do séc XX e XXI, não é mais do que uma reflexão sobre si própria. Os artistas questionam constantemente os seus conceitos e dicotomias que vão sustentando a linguagem artística: Representação/Realidade, Ideia/Forma, Arte/Vida (…).

O Artista desvenda o mundo, recriando-o noutra dimensão, de tal forma que a realidade não está nem para além nem na obra, ela é a própria obra.

Segundo Ponty é necessário um distanciamento da história e também do indivíduo para deixar o artista perante si próprio (1).

             “ É emprestando o seu corpo ao mundo que o pintor transmuta o mundo em pintura (…), o pintor seja ele quem for, enquanto pinta, pratica uma teoria mágica da visão” (2).

Culturalmente é comum associar o ato de apreciar arte ao status social, mas todos somos capazes de apreciá-la, porém em diferentes profundidades. Muitas pessoas acreditam que não se interessam ou não sabem apreciar arte, contudo, ela está presente em inúmeras formas de manifestação no nosso quotidiano desde o design dos outdoors, até à tipologia utilizada na capa de um livro, de um telemóvel, de uma embalagem…

As artes são estruturadoras de muitas outras áreas de exercício profissional, que nela se baseiam ou que do seu exercício partem. 

Nas disciplinas de Desenho A e Oficina de Artes, as artes são apenas arte. São forma universal de conhecer e comunicar, interpretar, questionar e desafiar a realidade.

   (1) (As Teorias da Arte, Jean Luc Chalumeau, cap.X, p.126)


                                                                                

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