quarta-feira, 8 de julho de 2009

Dissertação


A Disgrafia à Luz das Neurociências



O QUE É ARTE?


O QUE É ARTE?
O presente texto tem como principal objetivo, e de uma forma bastante reflexiva, tentar explanar a perplexidade que se verifica em torno de uma grande parte da Arte Contemporânea. Se fizermos uma viagem no tempo e na História da Arte, cedo nos apercebemos que as dúvidas de hoje pouco diferem das de ontem e com certeza que vão prevalecer no futuro e enquanto se fizer arte. A minha reflexão centra-se numa instalação Conceptual dois artistas Ingleses numa galeria em Alfama (Lisboa), cujo conteúdo era essencialmente Larvas e Carne Podre. O porquê da minha reflexão não se deve ao conteúdo da exposição mas antes ao impacto que ela causou na maioria dos visitantes. É precisamente no “desabafo” do público (ISTO É ARTE?) que eu encontrei o título para o meu texto: O que é Arte. Um dicionário normal diz-nos que Arte consiste na produção de coisas belas por alguém que tem talento, dom e astúcia. A julgar por esta definição é obvio que as pessoas de Alfama, puderam ver naquela exposição tudo menos beleza. “ Uma perna de carneiro em decomposição é arte?”. Era isto que intrigava as pessoas. Como se explica que no inicio do séc. XI marcado por um acelerado avanço tecnológico que apesar de impositivo é acolhido sem questões, e um simples bocado de carne em decomposição possa causar indignação? “ Isto é uma exposição? Ó meu Deus!”, como quem diz: Isto é Arte? Afinal o que é Arte? Estas questões que a priori parecem gastas encerram em si um conjunto de outras questões às quais Teorizadores de arte desde Platão aos nossos dias tentam responder. O que se verifica neste público “incrédulo” que já não é o público de Alfama, mas grande parte da sociedade é que existe um défice em temos de formação artística. Tal como a ciência e a política que implicam um nível de conhecimento, também a arte exige preparação. A arte dos nossos dias está cada vez mais perto das pessoas, pois o seu material e a sua linguagem provêm do dia-a-dia, as pessoas conhecem esses objetos, o que é preciso é descodificar a mensagem, o que é preciso é ter capacidade de retirá-las do seu contexto normal e colocá-las no contexto artístico. Foi isto que os artistas pretenderam transmitir: vida, larvas, moscas e morte; o confronto da vida com a morte; a vida que só tem sentido se houver morte. Hoje, a arte como grande parte da atividade humana, é a procura dos limites, interiores e exteriores; arte que nos permite várias interpretações, várias leituras, várias formas de ver e sentir artístico, provocando as mais diversas reações, experiências de vida, reflexão e visão do mundo, verdades, enfim: Expressão de sentimentos? MARCEL DUCHAMP diz-nos que a arte pode ser ruim, boa ou indiferente, mas qualquer que seja o adjetivo empregue , temos de chamá-la de arte. A arte ruim é arte do mesmo modo como uma emoção ruim é uma emoção. Mais do que nunca um objeto não é uma obra de arte enquanto tal, a não ser em relação com uma interpretação. Ou então as interpretações são as funções que transformam os objetos materiais em obras de arte.

Planificar:

Planificar:
“… Não existe nenhuma entidade genérica a que se possa dar o nome de o professor eficiente. A eficiência do ensino deve antes ser considerada em relação a um professor determinado lidando com determinados alunos, num determinado ambiente, enquanto procura alcançar determinadas metas de ensino”.
( in Pophan e Beaker, sistematização do ensino)

Para qualquer actividade que implique alcançar determinadas metas, é de todo fundamental prognosticar a acção a realizar que vá no sentido da sua orientação. Também no ensino esta necessidade ganha cada vez mais corpo, pois tudo se planifica, planificam-se conteúdos, planificam-se visitas de estudo, planificam-se actividades da direcção de turma, etc., e cada planificação tem um momento próprio para ser realizada. Assim no início de cada ano lectivo, o professor deve elaborar uma planificação a longo prazo, ainda no início do ano e durante o seu desenrolar, planificar a médio prazo e se achar pertinente planificar acções diárias que se focalizem no contexto de cada turma (plano a curto prazo).
É fundamental também que um professor tenha consciência que quanto mais especificados forem os elementos da planificação, maior é o seu controle, mas menor é a liberdade que o aluno tem, no que se refere à sua maneira de aprender que na teoria Piagetiana se faz na procura do equilíbrio entre o “eu” interior e o “mundo exterior”. É claro que quando se fala em liberdade do aluno não é sinónimo de deixá-lo fazer tudo o que ele quiser ou lhe apetecer, mas sim respeitar a sua individualidade e dar-lhe apoio necessário na altura exacto.
Portanto elaborar uma planificação é tão importante, quanto é importante também ser capaz ou profissional o suficiente de a pôr de lado, é certo que deve existir um fio condutor, mas por vezes é necessário haver flexibilidade de forma a permitir ao professor introduzir novos elementos ou mudar de rumo. É em disciplinas como as das áreas das expressões, que pelas suas características metodológicas que as planificações são menos estruturadas, e por isso uma aula deve “acontecer”, ser viva e dinâmica, onde a diversidade de interesses e características individuais de cada aluno, bem como inter-relações humanas estão para além do que está nos papéis. Nestas disciplinas propõem-se objectivos que levam a três tipos de aprendizagem: aquisição de conceitos e domínio de técnicas, interiorização do processo de resolução de problemas, fomento da expressão e comunicação de ideias ou sentimentos.
Os elementos da Planificação:
Antes de organizar o seu trabalho é imprescindível que o professor se interrogue, e são as respostas a essas interrogações que indicam os elementos de uma planificação.
Quem? – O aluno individual ou em grupo.
O que? – Os Conteúdos: na selecção dos conteúdos é fundamental não eliminar temas fundamentais, e considerar como primordiais os necessários para a compreensão do conjunto, distribui-los em função do tempo disponível e procurar um equilíbrio entre a transmissão de saberes e o desenvolvimento de capacidades.
Para que? – Os Objectivos:
(Finalidades ou metas): os gerais e os específicos.
Um objectivo é algo que se pretende alcançar. Os termos geral e específico, são termos relativos e não há uniformidade quanto à sua designação, e mais importante que a designação é a intenção com que são formulados. Assim o ideal é considerar dois tipos: os que nos indicam o caminho a seguir, no sentido daquilo que se deseja alcançar, e os que nos indicam se os objectivos desejados foram ou não alcançados, sendo os primeiros os objectivos gerais de ensino - aprendizagem, e os segundos os comportamentais observáveis. É claro que para estes últimos e segundo Robert Mager, é preciso ter em atenção a forma como são formulados, isto é, especificarem a acção do aluno, o contexto e critérios de avaliação.
E avaliar é comparar, comparar algo com alguma coisa. Neste sentido o aluno é avaliado tendo como referencia os outros alunos, é avaliado com referência a um critério pré estabelecido, e é avaliado com referência a ele próprio. Assim no primeiro caso estamos perante uma avaliação normativa, isto porque o aluno pode ser igual, melhor ou pior que a média dos outros alunos. Mas é preciso não esquecer que uma avaliação normativa é sempre relativa, porque o melhor ou pior aluno de um determinado professor ou turma, pode ser por exemplo médio noutra turma com outro professor. No segundo caso estamos perante uma avaliação criterial, isto porque é feita com base num critério pré-estabelecido e baseia-se na ideia em que todos os alunos poderão atingir os objectivos propostos. E o terceiro caso, a comparação do aluno consigo próprio, é no sentido de que cada aluno tem capacidades a desenvolver e conceitos que poderão ser alargados, exemplo disso é quando um professor tem em conta o esforço que o aluno faz.
Conteúdos: O corpo da aprendizagem que poderá aparecer nalguns programas sob a forma de temas ou tópicos, e noutros como áreas ou campos de exploração.
Método : Significa o padrão de actuação pedagógico-didactica do professor.
Estratégia: Acção do professor orientada no sentido de alcançar determinados objectivos.
Actividades: Oportunidades que proporcionam ao aluno determinadas experiências com o intuito de realizar uma aprendizagem.
Recursos: Na sua disciplina o professor constitui o recurso principal para a aprendizagem do aluno, bem como outros professores, pessoas da comunidade com conhecimentos específicos, livros e outros materiais. Mas sabemos que qualquer aluno seja qual for a sua idade, assimilou experiências de modo muito pessoal, e esta maneira pessoal de ver, de sentir e de estar pode constituir um riquíssimo recurso que nós professores nunca devemos ignorar.

Expressão Plástica na Infância:

Expressão Plástica na Infância:

 O desenho é uma das formas de expressão mais antiga da humanidade, desde a pré-história, onde o homem através de figuras desenhadas nas paredes das cavernas manifestava ideias e pensamentos; como forma de escrita, quando tudo era praticamente iletrado e como representação gráfica de um objecto ou de uma ideia nos dias de hoje. Assim o desenho é a primeira grande obra do homem, por conseguinte, a primeira grande obra da criança. Teorias ou estudos acerca do desenho das crianças só se verificam por volta de finais do séc.XIX aquando psicólogos se debruçam sobre a originalidade do desenho infantil. Visto como um modo de expressão, o desenho constitui para a criança uma língua que possui vocabulário e respectiva sintaxe. É uma aprendizagem nata, e é um caminho que a criança deve percorrer. O desenho infantil mostra a maneira como a criança através das coisas vive os significados simbólicos que ela lhes atribui. O que ele não pode dizer dos seus sonhos e das suas emoções ele indica nos seus desenhos. A arte infantil acontece devido a circunstâncias não só sociais mas também culturais que se repercutem na criança ao longo do seu desenvolvimento, tanto a nível motor como cognitivo. Considerados esquemas onde a criança procura dar significado transmitindo por vezes aquilo que ele pensa e quer dizer mas não consegue. Tratando-se de uma actividade espontânea deve-se respeitar e instigar criança a desenhar. É certo que começam por rabiscos, mas quanto mais a criança desenhar, mais se aperfeiçoa e mais benefícios auferem ao nível da psicomotricidade, leitura e escrita, autoconfiança, exteriorização de emoções, sensações e sentimentos, comunicação, criatividade, etc. Arnheim (1980), acerca do desenho infantil diz que este é uma forma de registo de objectos e formulação de pensamentos, é um esquema e como esquemas são representações simplificadas e generalizadas, o objecto é apresentado tal como a palavra. Por exemplo a palavra árvore significa qualquer tipo de árvore. Cada criança é um mundo. Isso pode ver-se por exemplo se pedir-mos a um grupo de crianças para desenharem uma casa, elas vão ser todas diferentes. Aliás a este propósito Royer (1989) ( le dessin dune maison), diz que quando uma criança desenha uma casa, o seu desenho encerra uma série de significados(até porque a casa é um arquétipo complexo que nos acompanha ao longo da vida): Traduz o que a criança pensa, deseja, o que a inquieta, o que a entristece e a deixa feliz. A casa é o símbolo de todas as “peles” que cronologicamente nos envolvem – seio materno, família, universo e a forma como se encaixam e ajustam. O desenho infantil é sempre realista, a sua expressão é a relação ente o real e o imaginário. A criança tem o poder de convencionar, os seus desenhos tem o significado que ela lhes atribui. Sendo um dos primeiros modos de expressão da criança, o desenho está associado ao prazer de deixar marcas. E um ano de vida basta para que a criança seja capaz de manter ritmos mais ou menos regulares a chamada fase da Garatuja. Nesta acção o prazer surge quando esta constata os primeiros efeitos visuais. Com o decorrer do tempo e com a interacção da criança com acto de desenhar, os movimentos rítmicos vão-se transformando em formas mais estruturadas cuja intenção por parte da criança é a de representar qualquer coisa. Em cada estádio de desenvolvimento da criança o desenho assume um carácter próprio. Mas apesar do desenho referente a cada estádio ser muito similar em todas as crianças, mesmo tendo em conta especificidades de cada uma, eles são todos diferentes porque lhes está subjacente uma vivência, uma época, uma cultura, enfim um contexto. Os primeiros rabiscos não têm como objectivo a representação. É para a criança uma actividade motora agradável, e quanto mais visíveis são os traços produzidos, maior é o prazer da criança, um prazer sensorial, prazer esse que permanece vivo no artista. O círculo primordial é a primeira forma organizada que emerge dos rabiscos sem controlo. De facto a figura humana desenvolve-se geneticamente do “círculo primordial”. Há várias teorias: Os Freudianos defendem que a ideia deriva do seio materno, já Jung a atribui a mandala, e outros ao sol e à lua. Conhecido como o Girino é a primeira representação da figura humana. Representa a qualidade geral da “coisa”. De facto o circulo é a forma mais simples no meio pictórico, isto porque é simétrico a partir do centro em todas as direcções, e este circulo é uma invenção, uma conquista à custa de muito esforço, de muito treino, de muita experimentação. Relativamente ao tamanho uma questão se impõe: Sendo os objectos iguais, porque é que as crianças tal como os artistas os representam com tamanhos diferentes do habitual? Aqui a hierarquia de valores poderá ser um factor. Já nos Relevos Egípcios os reis e os Deuses são muito maiores que os seus subalternos. Também no desenho infantil a criança desenha maior ou menor consoante a importância que essa “coisa” tem para ela. Assim ao nível do desenvolvimento gráfico na criança definem-se quatro estádios: a)Garatuja: 1 - Desordenada 2- Controlada 3- Comentada No primeiro momento da Garatuja (Desordenada) a criança não possui controlo motor sobre o meio riscador, ignora os limites do papel, mexe o corpo todo e os traços prolongam-se pelo chão e paredes. A figura humana não existe, ou se existe é de forma imaginária. Na garatuja controlada verifica-se uma coordenação viso-motora. As linhas da fase anterior fecham-se, formam círculos. Surgem os primeiros indícios de figura humana. Na garatuja comentada, o desenho é constituído de pequenos elementos gráficos, aos quais a criança atribui nomes ou acções. 1- Garatuja Desordenada 2- Garatuja Controlada 3- Garatuja Comentada b) Pré-Esquemático Este estádio surge com o fim da Garatuja, quando a criança descobre uma analogia entre o seu desenho e um objecto. A criança vai desenhando e comentando o que desenha. Pode aparecer a cor, mas não há relação com a realidade. Um grande salto é ser capaz de desenhar a figura humana com pernas, braços, pescoço e tronco. Organização espacial anárquica. As pessoas já têm cabelos, pés e mãos. Tendência para a antropomorfização que se estende até aos sete/oito anos. c) Esquemático: Já tem um conceito definido quanto à figura humana. Identifica as coisas não com objectos mas como acções. Desenha as formas idênticas, só as diferencia na cor. A criança impõe. Existe algo mais para além dos corpos. Desenha o que não se vê. Recorre às transparências para explicar o que está por dentro e por fora. Rebate as figuras para as poder representar A visão das formas rebatidas é uma estratégia que ultrapassa o encobrimento de uma forma com a outra. d) Realismo Visual Subsistem, no início, muitas características do período esquemático – aproveitamento da base do papel, rigidez das figuras, figuras “tipificadas”, etc.. Aumento de pormenores na representação Fase da descoberta da perspectiva e suas leis. A criança desenha o que vê, aumento de pormenores na representação e já tem a noção de profundidade Verifica-se um empobrecimento ao nível expressivo.
Ao nível da Artes Plásticas, serve o desenho infantil, ou o entendimento dos diferentes estádios para de alguma forma perceber que nas artes, o processo se desenvolve de uma forma análoga. Assim o desenho infantil /primitivo, não deve ser tido ou visto como algo abaixo do padrão mas sim como um caminho que deve ser percorrido e no qual se estabelecem o fundamentos para uma realização mais madura, que se faz de uma forma cronológica e vagarosa. Também o artista em desenvolvimento não deve omitir etapas, porque se o não fizer, mais tarde ou mais cedo terá de as escalar. E tal com a criança à medida que se verifica uma progressão lógica do simples para o complexo, se houver uma intervenção desfavorável por parte de terceiros (poderá ser o professor), no sentido de impedir que a concepção visual do artista se desenvolva de acordo com os seus princípios, poderá causar estragos. É como se obrigar-mos uma criança que ainda se encontra no período esquemático a fazer representações ao nível do realismo visual… Referencias Bibliográficas: Arnheim, Rudolf (1989) Arte e Percepção Visual. São Paulo: Livraria Pioneira Editora. Meredieu, F. O desenho Infantil. São Paulo: Cultrix, 1974. http://www.profala.com/arteducesp62.htm

domingo, 22 de março de 2009

WebQuest: Evolução e reflexo na formação e investigação em Portugal:Ana Amélia Carvalho

Tida como uma importante ferramenta cognitiva, criada à pouco mais de dez anos, a WebQuest tornou-se uma mais-valia ao ser integrada nas formações dos professores, implicando as seguintes vantagens.
- Pesquisa online que tem subjacente a selecção da informação;
- Perspectiva a aprendizagem como um desafio, sendo a parte da tarefa um campo por excelencia que promove análise, síntese, colaboração entre elementos de grupo, gestão de aprendizagens, tomadas de decisão, criatividade, etc., e ainda o imprescindível uso da tecnologia para a sua implementação e disponibilidade na internet. (Dodge, 2003,2006;March,2003) adverte para o facto que nem todas as WebQuests são bom exemplo, na medida em que algumas só se limitam a uma pesquisa orientada na web, apresentando por vezes questões cuja resposta se baseia em copiar e colar. Uma verdadeira WebQuest promove a motivação, pensamento critico e aprendizagem cooperativa. As tarefas devem ser desafiantes, facilitadoras de aprendizagem individual e em grupo.
A WebQuest pode em determinado momento constituir uma estratégia para um professor quando em relação a uma determinada matéria ficou aquém do esperado.
Desde a sua criação até aos dias de hoje a sua estrutura tem vindo a sofrer alterações, que passam pela introdução da avaliação e retirada das orientações. Assim Dodge (1998b) propõe um modelo de Web Quest composto pela introdução, tarefas, processo, recursos, avaliação e conclusão.
Assim, na introdução deve ter-se o cuidado de contextualizar a temática. Quanto à tarefa, esta deve ser envolvente e deve indicar o que os alunos vão apresentar como produto final. No processo deve apresentar-se as etapas a seguir, fontes a consultar. No que concerne à avaliação aqui deve-se especificar os critérios para o desempenho e para o conteúdo e mencionar se a avaliação é do grupo e /ou individual. Finalmente a conclusão é uma suma do que os alunos aprenderam, desafiando-os para outras temáticas, para além de se definir a duração da tarefa.
Assim para o êxito de uma WebQuest concorrem os seguintes aspectos:
-A actividade deve captar a atenção dos alunos, ir de encontro aos seus interesses e motivações, confiança no apoio disponibilizado e satisfação final perante a missão cumprida.
Não esquecer que antes de ser disponibilizada onlin deve ser avaliada.
Para concluir, de referir mais uma vez que ao incluir a construção de WebQuests na formação dos professores, constitui uma oportunidade para que estes desenvolvam competências profissionais relacionadas com concepção de materiais e a modelação da aprendizagem na internet, facilidade de comunicação interpessoal, organizar, promover gerir trabalho colaborativo, avaliar e divulgar aprendizagens.

Web 2.0

Conceitos

Internet
WWW
http://pt.wikipedia.org/wiki/Internet
http://www.knoow.net/ciencinformtelec/informatica/internet.htm

sábado, 21 de março de 2009

Leituras:WebQuest: oportunidades para alunos e professores

WebQuest: oportunidades para alunos e professores:
Carvalho, Ana Amélia a.(org)(2006).actas do encontro sobre WebQuest. Braga:CIEd
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Sabendo dos potenciais que a Internet encerra, da quantidade de recursos disponíveis que potenciam a aprendizagem, não devemos ignorar a quantidade de problemas a que nos sujeitamos. A autora refere que uma das barreiras poderá ser a selecção da informação, no que se refere à fiabilidade, pertinência e relevância, sem falar no tempo que por vezes perdemos para perceber o que melhor serve os nossos propósitos.`´E neste contexto que surge a pertinecia das WebQuests. Tratando-se de uma actividade motivadora, orientada para a pesquisa, e contando já cerca de dez anos de idade, ainda se assiste a um quase total desconhecimento pela maioria dos alunos e professores, se bem que com a introdução das tecnologias nos programas de formação de professores este desconhecimento tende a diluir-se.
Por se tratar de uma actividade de pesquisa orientada num território que lhes é tão familiar, quase que se pode afirmar que isto só por si basta, não se tratasse de uma « geração.com.» (March,1998).
É que para esta geração muitas das actividades desenvolvidas na escola tornam-se algo enfadonhas, talvez porque não exigem certa dinâmica, ou porque os limita ao uso de um manual. A este propósito se o aluno for repetente o desinteresse é cada vez maior. Deste modo as WebQuests surgem como forma de combate a esta antipatia pelas actividades na escola.
Dodg(2003) refere que é este efeito novidade que desperta no aluno o interesse pela aprendizagem. Para tal é necessário que uma WebQuest respeite quatro componentes:
Tem que ser apelativa, o assunto ser próximo dos seus interesses, confiar no apoio prestado e ficar satisfeito com o resultado. À luz de uma perspectiva construtivista, e como resultado de uma pesquisa, de uma colaboração, de uma comunicação e de uma participação social a autora refere que a articulação destes ingredientes é uma excelente estratégia de trabalho tanto para alunos como professores. Deste modo o aluno vai adquirir competências especificas que vão desde a pesquisa até à participação social como já referi, e os professores tem aqui uma oportunidade de mudança. Mudança de estratégia dos modos tradicionais de ensinar, mudança no sentido de abertura, pôr de parte preconceitos e desconfianças em relação à tecnologia, e depois a possibilidade de uma formação adequada, formação que lhe permita compreender a lógica de organização interna desta modalidade, perceber que esta actividade por se tratar de uma aprendizagem na Internet, implica uma orientação do aluno no que se refere à selecção e avaliação da informação e saber o que é uma boa e má tarefa. Claro que tudo isto exige que o professor disponha de tempo para organizar atempadamente o trabalho.
E porque uma Webquest é um desafio, e porque temos vindo a falar em desafios para alunos prontos a utilizar, porque não avançar um degrau nesse desafio? Envolver os alunos na criação de uma Webquest.

sábado, 14 de março de 2009

Leituras :Jonassen, D.(2007), Ferramentas Cognitivas.

Jonassen, D.(2007), Ferramentas Cognitivas. Porto: Porto Editora
Capitulo I
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O que são Ferramentas Cognitivas?
- São ferramentas de reflexão e de representação do conhecimento.
- São ferramentas informáticas concebidas para funciona trem como parceiros intelectuais do aluno. A nomear: base de dados, redes semânticas, folhas de cálculo, sistemas perícias, ferramentas de modelação de sistemas, micro mundos, motores de busca de informação, ferramentas de representação visual, etc.
- São ferramentas de ampliação, elas ampliam o pensamento do aluno, são parceiros intelectuais, enfim, são um conceito, é algo que estimula na reflexão manipulação e representação do que sabem e não do que os outros dizem.
Utilizar o computador ou determinadas aplicações informáticas como ferramentas cognitivas significa o abandono do uso dessas mesmas ferramentas de forma tradicional, pois o que se pretende na escola é que os alunos ao acederem a um computador o façam com o propósito de aceder à informação para de seguida interpretar, organizar e representar conhecimento pessoal. Só assim é que os alunos aprendem pensando de forma significtiva. (Salomon e tal, 1991,p.4) refere que quando um aluno trabalha com um computador, acontece uma dualidade, isto é, o aluno reforça as potencialidades do computador, e este por sua vez vai reforçar o pensamento e a aprendizagem do aluno.
Ensino assistido por computador:
Ensino Assistido por Computador (EAC) quer dizer que se aprende a partir de um computador. Este é programado de forma a dirigir e a ensinar o aluno. Temos exemplos dos programas baseados no princípio Behaviorista (Exercicio-repetição-treino) e os Tutoriais.
O primeiro, bastante utilizado nas décadas de 70 e80 consistiam em exercícios em que o aluno dava a resposta e recebia o feedback acompanhado de recompensas gráficas (sorrisos, explosões). Eram portanto exercícios de reforço das associações estímulo resposta.
Algum tempo depois veio a verificar-se que esse principio não proporcionava o pensamento complexo necessário a uma aprendizagem significativa, estávamos sim perante uma aprendizagem mecânica, mas na altura foi a forma que melhor sérvio o propósito de os professores serem inovadores ao usarem as tecnologias.
Os Tutoriais funcionavam de forma diferente, consistiam em sequência dos ciclos de apresentação – reposta-feedback. As respostas correctas eram recompensadas, e, com as incorrectas era fornecida matéria de recuper4ação. No fim apresentava o problema de novo, dando a possibilidade ao aluno de responder novamente e de forma correcta. No entanto os alunos continuavam a não construir conhecimento significativo, aprendiam mas não aplicavam.
Nas décadas de 80 e 90 desenvolveu-se um sistema tutorial inteligente (STI), que tem como base a inteligência sob a forma de modelos de alunos, modelos de especialistas e modelos de tutoriais. Assim a forma como um aluno vai resolver um problema é comparada com o modelo do especialista. Contudo este modelo só é utilizado para diagnosticar um tipo limitado de conhecimentos.
Aquando da proliferação dos microcomputadores nas décadas de 80 uma das ideias era que os alunos deviam aprender primeiro sobre computadores, isto é, as partes do computador e algum vocabulário, vindo a conclui-se mais tarde que o importante não é saber os componentes ou como os computadores são feitos, até porque actualmente as crianças começam a mexer-lhes desde tenra idade e aprendem a usa-lo, isto para dizer que a literacia é cada vez mais irrelevante, pois os alunos não tem que compreender o computador para o utilizarem, o que o aluno precisa é que ele o ajude como ferramenta cognitiva a realizar uma tarefa, que o apoie na construção de significados.
Assim, os alunos aprendem com as tecnologias quando estas apoiam a construção do conhecimento, a exploração, a aprendizagem pela conversação e a aprendizagem pela reflexão.
Vantagens do uso das ferramentas cognitivas:
- Promovem uma aprendizagem significativa de forma activa, construtiva, intencional, autêntica e cooperativa.
- Ajudam na construção do conhecimento quando o aluno organiza e representa o que sabe.
- Apoio ao pensamento reflexivo quando o conhecimento exige que os alunos reflictam sobre o que fizeram, sobre o seu significado e sobre o que mais precisam de fazer.
Tal como a linguagem amplia o pensamento, também os computadores funcionam como tecnologias cognitivas que ajudam a ampliar e a reorganizar o modo como os alunos pensam. As ferramentas cognitivas representam “andaimes” cognitivos
Assim, e no contexto da aprendizagem, aprender com computadores significa para além de uma ferramenta cognitiva, uma ferramenta de produtividade, ou seja, uma ferramenta que permite o aumento de produtividade dos utilizadores que é o caso dos programas de processamento de texto, programas de gráficos/Pintura e CAD, Deste modo as ferramentas cognitivas promovem a capacidade de pensar, as de produtividade a capacidade de produzir ideias.
Neste contexto o autor questiona se a WWW é ou não uma ferramenta cognitiva. Quando se pesquisa informação sem finalidade intencional, não há aprendizagem significativa, porque o que muitos alunos fazem é usarem a WWW como enciclopédia electrónica, copiando ao invés de construir as suas próprias ideias.




Objectivo das Ferramentas Cognitivas.
Capitulo II
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Neste capitulo o autor faz uma abordagem acerca de teorias sobre o pensamento, pensamento como um processo complexo e multifacetado.
Gardner em estudos sobre o pensamento do homem, produz a teoria que defende a existência de sete tipos de inteligência, cada uma com características específicas, onde grande parte dos indivíduos consegue usá-las, combinando-as, consoante o grau de exigência da tarefa.
Como o intuito do autor ao abordar o pensamento do indivíduo não é mais do que analisar ou diferenciar o pensamento exigido pelas ferramentas cognitivas, fá-lo questionando acerca do pensamento significativo que deveria existir nas escolas, pensamento esse tido como unidade de medida para comparar os efeitos da utilização das ferramentas cognitivas, e quando o aluno as usa envolve o seu pensamento resultando em melhor compreensão e consequentemente aquisição de competências.
(Paul,1992) compara o pensamento critico a um antídoto à aprendizagem reprodutiva. Deste modo coloca em pé de igualdade pensamento significativo e pensamento crítico e lógico (pensamento reflexivo focalizado nas decisões), pensamento disciplinado com auto-orientado.
Walters considera que, para que o pensamento se considere como bom, factores como a dedução lógica, análise crítica e resolução de problemas não chega, necessitam de ter como aliados a introspecção a intuição e a imaginação, pois se assim não acontecer estaremos a contribuir para a produção de “vulcanos”.
Litky(1992) define pensamento critico como algo que dá significado ao nosso mundo.
Resnick e klopfer (1987) enumeram uma série de características próprias do pensamento crítico: não algorítmico, complexo, com múltiplas soluções…., contudo apesar das várias acepções o autor selecciona uma como sendo o paradigma do pensamento critico: Modelo de pensamento Integrado – Sistema interactivo que integra três componentes básicos:
Pensamento elementar/ de conteúdos, pensamento critico e pensamento criativo.
O pensamento elementar representa o conhecimento geral, o senso comum, o pensamento crítico reorganiza o conhecimento envolvendo competências do tipo avaliar, analisar e relacionar e o conhecimento criativo vai para além do que é exigido, gerando novo conhecimento usando para tal competências mais pessoais e subjectivas.



Ferramentas de Representação Visual.
Capitulo X
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Hermann Maurer diz que os seres humanos necessitam de próteses visuais para poderem representar visualmente imagens mentais. Para tal socorre-se de ferramentas de representação visual, ferramentas essas que reproduzem as possibilidades de interpretação e criação das diferentes imagens para dar sentido às ideias. Essas ferramentas podem ser interpretativas ou expressivas.
Assim as interpretativas ajudam a representar e a manipular os elementos visuais, as expressivas ajudam a transmitir visualmente significados. Como ferramentas cognitivas proporcionam representações congruentes do ponto de vista do raciocínio que ajuda os alunos a fazerem-no em torno de objectos que agem e interagem.
Programas como o Mathematica são utilizados para representar visualmente problemas matemáticos que vão ajudar os alunos a compreender a matemática de uma forma mais conceptual, para além de ser útil para representar visualmente experiencias.
O projecto Learning Collaborative Visualization para além de outrs funções vai ajudar o aluno a conduzir investigação cientifica.
Ferramentas como o MacSpartan ajudam a compreensão de conceitos químicos transformando para os alunos o abstracto em real.
Ao contrário de outras ferramentas, as ferramentas de representação visual não são utilizadas para produzir um produto final, são sim utilizadas para auxiliar o aluno a interpretar ou a representar uma ideia. Claro que a sua utilização traz vantagens e desvantagens:
Como vantagens podemos referir o apoio de diferentes raciocínios, clarificar concepções de fenómenos ao recorrer à representação visual, bem como exposição de ideias de uma forma mais fácil e compreensível. Quanto às desvantagens, estas ferramentas podem tornar-se muleta intelectual, para além da necessidade de investir em computadores de alta resolução.

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quarta-feira, 11 de março de 2009

Leituras:
Rentabilizar a Internet no ensino Básico e Secundário
Autor: Ana Amélia Amorim Carvalho
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…à cerca da Internet:
Castells, 2004,p15: (…) é tecido das nossas vidas (…)
Lévi (2001): (…) dimensão oceânica e sem forma(…)
(…)todos os autores se encontram ao mesmo nível(…)
Berners-Lee et al,1994:(…)cresce a um ritmo não imaginado(…)

Levy, refere que a partir deste novo suporte de informação e comunicação emergem ao nível do conhecimento outros géneros novos e inéditos critérios de avaliação, e, isto deve ser tomado em linha de conta pelas politicas educativas. Assim, desde 2002 a esta parte, a integração da internet nas escolas e nos programas tem vindo a ser rentabilizada.
Para tal é conveniente que a formação dos professores incida não só na utilização da tecnologia, mas também na forma como usá-la em contexto de sala de aula.
Este novo conhecimento em rede implica a aquisição de novas capacidades – Pesquisa, selecção e citação, cooperar e colaborar e ainda publicar e partilhar online, dada a diversidade de informação e outros recursos a integrar nas práticas lectivas. E porque o conhecimento que se vai construindo duplica com regularidade (18 em 18 meses), acumular conhecimento não é prioritário, mas sim a capacidade de selecção, transformação e aplicação a novas situações.
A Web 2.0 veio facilitar na medida em que por exemplo edição e publicação de informação se de imediato. No caso do Blog não carece de ter o software no computador, ele disponível online, sem falar na facilidade de troca da informação (caso o hi5).
Byrant(2006) menciona outros softwares sociais não menos importantes como o Del.icio.us e a Elgg. É claro que com tantos facilitismos segundo Albion e Maddeux(2007), com o conhecimento emergem três pilares:
-Diritos de autor e plágio;
- Desenvolvimento e capacidades e competências,
-Avaliação do aluno.
Conectividade e conectivismo:
Ana Amélia refere-se aos termos conectividade e conectivismo como algo imprescindível ao individuo do séc.XXI e, Salvat(2003) vem reforçara dizendo:
(…), esta nueva generación tiende a pensar de forma diferente cuando se enfrenta um problema y las formas de acceso, busqueda de información e comunicación se realizan a partir del uso de las TIC(s.p).
Para alem das relações sociais e do resultado da conexão de ideias entre áreas distintas como algo inovador. Neste ponto eu acrescentaria que cruzamento de diferentes conhecimentos gera novo conhecimento, sendo por isso tido (conectivismo) por Siemens (2005) como uma teoria da aprendizagem.
Seleccionar, pesquisar e plagiar.
Actualmente o ter de pesquisar acerca de um determinado assunto já não depende de uma ida a uma biblioteca, durante a semana e dentro de um determinado horário. Quase todo o tio de informação que eu necessito está na Web.
Um novo desafio se levanta:
É que a informação que está contida num livro, foi sujeita a uma avaliação prévia por parte da editora. O mesmo não acontece com a informação contida na Web, sem falar na quantidade de novos autores que o sistema propicia.
Mais do que o acesso à informação é fundamental a sua selecção. Assim e na perspectiva de O’Reilly,2005 o professor deve orientar os seus alunos na pesquisa e selecção de informação, pois uma livre pesquisa sem a dita orientação pode trazer inconvenientes, tais como dispersão e desinteresse por parte dos alunos, aproveitando o tempo da suposta pesquisa para fazerem outras coisas.
Neste contexto, actividades como as webQuests, Caça ao Tesouro, são tarefas às quais os alunos reagem de uma forma positiva: orientam o aluno nas etapas a seguir, com apontadores para os sites que estão em consonância com a matéria da tarefa. Ainda e no que diz respeito à reutilização da informação seleccionada há que ter o cuidado de referenciar os sites consultados que devem conter o nome do autor, ano, endereço electrónico (URL) e data de acesso, isto para acautelar os direitos de autor e o plágio.

Comunicação, cooperação e colaboração:
Sendo trabalho de grupo um factor a privilegiar nos programas actuais, actividades como as webQuests e Caça ao Tesouro reúnem as condições ideais de um trabalho de grupo com sucesso, no que se refere à interacção constante entre os sujeitos, e à responsabilidade inerente.
Convém que a tarefa se desenvolva de uma forma colaborativa. A este propósito Henri e Riyault (1996) distingue cooperativo de colaborativo que a priori poderão induzir em erro. Ambos os termos significam “ trabalhar com”, os que os diferencia é a forma como o processo se desenrola. Assim num trabalho cooperativo as tarefas são divididas pelos elementos do grupo e cada um desenvolve-a de forma individual. No trabalho colaborativo as tarefas são desenvolvidas por todos numa partilha de diálogo e negociação. Cabe ao professor orientar os alunos sobre a forma mais adequada de trabalhar.


Publicar e Partilhar Online
O facto de termos de partilhar um trabalho traz-nos responsabilidades acrescidas. O mesmo se passa com alunos. Pois ao disponibilizar-mos os seus trabalhos na rede estamos a torná-lo público e a sujeitá-lo a comentários, e isto por si basta para que haja uma envolvência na tarefa com todo o empenho e satisfação.
Actualmente nas escolas com a facilidade de acesso que os alunos têm às salas de informação, torna-se mais fácil usarem as ferramentas da Web 2.0 para as suas publicações online. Desta forma os alunos estão a investir preparando-se para a sociedade da informação.
Também já há professores que criam os seus sites, incluindo material de apoio, planificações, actividades (webQuest, Caça ao Tesouro, exercícios no HOTPOTATOES, áudio no Podcast, vídeos no Yoytube.
Desta forma e perante o trabalho disponibilizado pelos professores e pelos alunos, os encarregados de educação tem a oportunidade de acompanhar as tarefas dos seus filhos e respectivos comentários e ainda começarem a ver a internet com outros olhos que não aqueles que vêem a internet como puro divertimento e nada mais.
Actualmente existe uma panóplia bastante alargada de ferramentas de publicação online.( ver exemplos: pág32 4ºparágrafo - texto de Ana Maria Amorim Carvalho).

LMS ( Learnig Management Systems): Vantagens e desvantagens:
O recurso à plataforma teve o seu advento com o apoio à formação à distância. Actualmente e pelo facto de ser um meio de fácil disponibilização e diferentes recursos, começa a ser rentabilizado nos vários níveis de ensino. Por este facto o ministério da educação tem vindo a proporcionar formação aos professores no sentido de estes começarem a usar as tecnologias nas suas práticas lectivas. Claro que tal implica um ajustamento ao conhecimento dos professores na matéria e aferir até que ponto ele se encontra motivado para mudar as ditas práticas.
Apesar das inúmeras vantagens autores como Valente e Moreira (2007),p.789) adverte para o facto de que o uso da plataforma se possa vir a tornar “moda”. e pensar também que parte da eficácia desta ferramenta poderá ter que ver também com a quantidade de alunos que tem ligação à internet em suas casas.
Alguns professores também consideram que há défice da diversidade de acessórios, havendo necessidade de por vezes procurar novas funcionalidades. É que numa plataforma o administrador é quem define as funcionalidades, no entanto é mais fácil de usar uma plataforma pois não há necessidade de criar um site e disponibilizar apontadores. Também e pensando em termos de privacidade ao recorrer à plataforma estão salvaguardadas questões de privacidade e segurança até porque implica ter uma palavra passe, o que contribui para a formação de uma pequena comunidade de aprendizagem livre de curiosidade alheia. E como o uso da plataforma se está a tornar um hábito convém não descuidar o facto de que a plataforma não é um repositório de de conteúdos e usada nestes termos, mas sim, uma ferramenta de apoio à aprendizagem que serve para orientar, para questionar e para aprender de forma colaborativa.
Pessoalmente e em jeito de conclusão rendo-me às tecnologias. É claro que ao folhear um livro sentimos na ponta dos dedos um temo que já não é o nosso, sem falar na credibilidade da obra que até nem se põe em causa, pois o facto de estar numa biblioteca, isso basta, mas o que poderá não bastar é só o que esse livro contem, concerteza que há outros que abordam o mesmo assunto mas de forma diferente, e eu não sei…
Mas o que se está a tornar extraordinário é esta partilha de conhecimento com um infindável número de pessoas. Mas o que me deixa ainda um bocado preocupada , são aqueles indivíduos que ainda se valem do conhecimento dos outros e o tomam como seu. Quanto a este assunto já pensei em divulgar alguns dos meus trabalhos (desenhos). É difícil para algumas pessoas entenderem, mas por vezes faço uma comparação estúpida dos meus trabalhos com os meus filhos: custaram-me a conceber e por conseguinte não os dou nem os vendo, mostro-os, mas depois guardo-os religiosamente. E só em pensar que alguém se apropria deles isso perturba-me…
Será que isto é egoísmo da minha parte?

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Blogs, recurso e uma estratégia pedegógica

Ideias fundamentais:
Texto: Blogs: um recurso e uma estratégia pedagógica
de Maria João Gomes - http://hdl.handle.net/1822/4499

Blog, ou weblog,é uma página na Web que se destina à colocação de mensagens ( imagem ou texto (posts), cuja identificação de entradas se regista por ordem cronológica.
Sendo os primeiros criados por pessoas com conhecimentos de informática, hoje e graças à existência de sites gratuitos que orientam para a sua criação (exemplo: http://WWW.blogspot.com), o nº de autores tem vindo a aumentar significativamente, isto porque, para além das suas diversas abordagens, é uma forte ferramenta de estudo e investigação, podendo assim ser utilizado tanto como recurso como estratégia pedagógica.

Recurso:
Espaço de acesso de informação especializada:
O professor deve ter-se em atenção a credibilidade da informação e certificar-se do seu conteúdo antes de sugerir de o sugerir aos alunos.
Espaço de disponibilização de informação por parte do professor:
Sendo este (professor) quem cria e dinamiza o blog, convém mantê-lo actualizado com conteúdos que se relacionem com as aulas.

Estratégia:
Portefólio Digital:
Construído de uma forma gradual e reflexiva. Para além da componente de texto, pode ter outras como imagem e som, o que, trás grandes vantagens no que se refere à não necessidade de outros equipamentos, de espaço físico e ainda fácil portabilidade.
Espaço de intercâmbio:
A possibilidade de escolas desenvolverem projectos que visem o intercâmbio, uma ferramenta fundamental para o sucesso da actividade pode passar pela criação de um blog, assumindo assim uma nova forma: mais permanente, mais visível e mais colaborativa. Podem desenvolver-se projectos que abarquem diversas temáticas entre escolas geograficamente mais ou menos isoladas e que de outra forma seria quase impossível, sem falar na oportunidade de socialização e convívio.



Espaço de debate e integração:
Uma outra vantagem da utilização do blog como recurso pedagógico, vai no sentido de utilizá-lo como espaço de desenvolvimento de debates, prolongados ou não consoante a temática.
Referir também a vertente da integração. Alunos de diferentes nacionalidades, culturas e etnias tem aqui um espaço ideal de partilha, sem esquecer por exemplo a vantagem que um aluno tem em continuar a participar em actividades escolares quando motivos de força maior o impedem de ir à escola.
Refira-se que as vertentes de exploração atrás referidas, são mais num contexto escolar, ligadas ao processo de ensino e de aprendizagem, no entanto podem alargar-se à comunidade, promovendo por exemplo a aproximação dos encarregados de educação com a escola levando-os a participar mais activamente na vida escolar dos seus filhos.