Leituras:
Rentabilizar a Internet no ensino Básico e Secundário
Autor: Ana Amélia Amorim Carvalho
…à cerca da Internet:
Castells, 2004,p15: (…) é tecido das nossas vidas (…)
Lévi (2001): (…) dimensão oceânica e sem forma(…)
(…)todos os autores se encontram ao mesmo nível(…)
Berners-Lee et al,1994:(…)cresce a um ritmo não imaginado(…)
Levy, refere que a partir deste novo suporte de informação e comunicação emergem ao nível do conhecimento outros géneros novos e inéditos critérios de avaliação, e, isto deve ser tomado em linha de conta pelas politicas educativas. Assim, desde 2002 a esta parte, a integração da internet nas escolas e nos programas tem vindo a ser rentabilizada.
Para tal é conveniente que a formação dos professores incida não só na utilização da tecnologia, mas também na forma como usá-la em contexto de sala de aula.
Este novo conhecimento em rede implica a aquisição de novas capacidades – Pesquisa, selecção e citação, cooperar e colaborar e ainda publicar e partilhar online, dada a diversidade de informação e outros recursos a integrar nas práticas lectivas. E porque o conhecimento que se vai construindo duplica com regularidade (18 em 18 meses), acumular conhecimento não é prioritário, mas sim a capacidade de selecção, transformação e aplicação a novas situações.
A Web 2.0 veio facilitar na medida em que por exemplo edição e publicação de informação se de imediato. No caso do Blog não carece de ter o software no computador, ele disponível online, sem falar na facilidade de troca da informação (caso o hi5).
Byrant(2006) menciona outros softwares sociais não menos importantes como o Del.icio.us e a Elgg. É claro que com tantos facilitismos segundo Albion e Maddeux(2007), com o conhecimento emergem três pilares:
-Diritos de autor e plágio;
- Desenvolvimento e capacidades e competências,
-Avaliação do aluno.
Conectividade e conectivismo:
Ana Amélia refere-se aos termos conectividade e conectivismo como algo imprescindível ao individuo do séc.XXI e, Salvat(2003) vem reforçara dizendo:
(…), esta nueva generación tiende a pensar de forma diferente cuando se enfrenta um problema y las formas de acceso, busqueda de información e comunicación se realizan a partir del uso de las TIC(s.p).
Para alem das relações sociais e do resultado da conexão de ideias entre áreas distintas como algo inovador. Neste ponto eu acrescentaria que cruzamento de diferentes conhecimentos gera novo conhecimento, sendo por isso tido (conectivismo) por Siemens (2005) como uma teoria da aprendizagem.
Seleccionar, pesquisar e plagiar.
Actualmente o ter de pesquisar acerca de um determinado assunto já não depende de uma ida a uma biblioteca, durante a semana e dentro de um determinado horário. Quase todo o tio de informação que eu necessito está na Web.
Um novo desafio se levanta:
É que a informação que está contida num livro, foi sujeita a uma avaliação prévia por parte da editora. O mesmo não acontece com a informação contida na Web, sem falar na quantidade de novos autores que o sistema propicia.
Mais do que o acesso à informação é fundamental a sua selecção. Assim e na perspectiva de O’Reilly,2005 o professor deve orientar os seus alunos na pesquisa e selecção de informação, pois uma livre pesquisa sem a dita orientação pode trazer inconvenientes, tais como dispersão e desinteresse por parte dos alunos, aproveitando o tempo da suposta pesquisa para fazerem outras coisas.
Neste contexto, actividades como as webQuests, Caça ao Tesouro, são tarefas às quais os alunos reagem de uma forma positiva: orientam o aluno nas etapas a seguir, com apontadores para os sites que estão em consonância com a matéria da tarefa. Ainda e no que diz respeito à reutilização da informação seleccionada há que ter o cuidado de referenciar os sites consultados que devem conter o nome do autor, ano, endereço electrónico (URL) e data de acesso, isto para acautelar os direitos de autor e o plágio.
Comunicação, cooperação e colaboração:
Sendo trabalho de grupo um factor a privilegiar nos programas actuais, actividades como as webQuests e Caça ao Tesouro reúnem as condições ideais de um trabalho de grupo com sucesso, no que se refere à interacção constante entre os sujeitos, e à responsabilidade inerente.
Convém que a tarefa se desenvolva de uma forma colaborativa. A este propósito Henri e Riyault (1996) distingue cooperativo de colaborativo que a priori poderão induzir em erro. Ambos os termos significam “ trabalhar com”, os que os diferencia é a forma como o processo se desenrola. Assim num trabalho cooperativo as tarefas são divididas pelos elementos do grupo e cada um desenvolve-a de forma individual. No trabalho colaborativo as tarefas são desenvolvidas por todos numa partilha de diálogo e negociação. Cabe ao professor orientar os alunos sobre a forma mais adequada de trabalhar.
Publicar e Partilhar Online
O facto de termos de partilhar um trabalho traz-nos responsabilidades acrescidas. O mesmo se passa com alunos. Pois ao disponibilizar-mos os seus trabalhos na rede estamos a torná-lo público e a sujeitá-lo a comentários, e isto por si basta para que haja uma envolvência na tarefa com todo o empenho e satisfação.
Actualmente nas escolas com a facilidade de acesso que os alunos têm às salas de informação, torna-se mais fácil usarem as ferramentas da Web 2.0 para as suas publicações online. Desta forma os alunos estão a investir preparando-se para a sociedade da informação.
Também já há professores que criam os seus sites, incluindo material de apoio, planificações, actividades (webQuest, Caça ao Tesouro, exercícios no HOTPOTATOES, áudio no Podcast, vídeos no Yoytube.
Desta forma e perante o trabalho disponibilizado pelos professores e pelos alunos, os encarregados de educação tem a oportunidade de acompanhar as tarefas dos seus filhos e respectivos comentários e ainda começarem a ver a internet com outros olhos que não aqueles que vêem a internet como puro divertimento e nada mais.
Actualmente existe uma panóplia bastante alargada de ferramentas de publicação online.( ver exemplos: pág32 4ºparágrafo - texto de Ana Maria Amorim Carvalho).
LMS ( Learnig Management Systems): Vantagens e desvantagens:
O recurso à plataforma teve o seu advento com o apoio à formação à distância. Actualmente e pelo facto de ser um meio de fácil disponibilização e diferentes recursos, começa a ser rentabilizado nos vários níveis de ensino. Por este facto o ministério da educação tem vindo a proporcionar formação aos professores no sentido de estes começarem a usar as tecnologias nas suas práticas lectivas. Claro que tal implica um ajustamento ao conhecimento dos professores na matéria e aferir até que ponto ele se encontra motivado para mudar as ditas práticas.
Apesar das inúmeras vantagens autores como Valente e Moreira (2007),p.789) adverte para o facto de que o uso da plataforma se possa vir a tornar “moda”. e pensar também que parte da eficácia desta ferramenta poderá ter que ver também com a quantidade de alunos que tem ligação à internet em suas casas.
Alguns professores também consideram que há défice da diversidade de acessórios, havendo necessidade de por vezes procurar novas funcionalidades. É que numa plataforma o administrador é quem define as funcionalidades, no entanto é mais fácil de usar uma plataforma pois não há necessidade de criar um site e disponibilizar apontadores. Também e pensando em termos de privacidade ao recorrer à plataforma estão salvaguardadas questões de privacidade e segurança até porque implica ter uma palavra passe, o que contribui para a formação de uma pequena comunidade de aprendizagem livre de curiosidade alheia. E como o uso da plataforma se está a tornar um hábito convém não descuidar o facto de que a plataforma não é um repositório de conteúdos e usada nestes termos, mas sim, uma ferramenta de apoio à aprendizagem que serve para orientar, para questionar e para aprender de forma colaborativa.
Pessoalmente e em jeito de conclusão rendo-me às tecnologias. É claro que ao folhear um livro sentimos na ponta dos dedos um tempo que já não é o nosso, sem falar na credibilidade da obra que até nem se põe em causa, pois o facto de estar numa biblioteca, isso basta, mas o que poderá não bastar é só o que esse livro contém, com certeza que há outros que abordam o mesmo assunto, mas de forma diferente, e eu não sei…
Mas o que se está a tornar extraordinário é esta partilha de conhecimento com um infindável número de pessoas. Mas o que me deixa ainda um bocado preocupada, são aqueles indivíduos que ainda se valem do conhecimento dos outros e o tomam como seu. Quanto a este assunto já pensei em divulgar alguns dos meus trabalhos (desenhos). É difícil para algumas pessoas entenderem, mas por vezes faço uma comparação estúpida dos meus trabalhos com os meus filhos: custaram-me a conceber, não os dou nem os vendo, mostro-os, mas depois guardo-os religiosamente. E só em pensar que alguém se apropria deles isso perturba-me…
Será que isto é egoísmo da minha parte?
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